O Conselho Regional de Contabilidade de Goiás (CRC-GO), por meio de uma parceria com a Junta Comercial do Estado de Goiás (Juceg), sediou no dia 27 de agosto a palestra sobre a Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE). A CNAE é uma importante ferramenta para padronização dos códigos de atividade econômica no Brasil, além de servir como critério de enquadramento pelos principais órgãos da Administração Tributária do País.

“A finalidade serviu para preparar todo agente econômico, seja ele uma pessoa física ou um estabelecimento de empresa privada ou pública, instituição sem fim lucrativo, ou empresa agrícola, para um desenvolvimento profissional reforçado, tendo em vista que a garantia da estabilidade na produção de bens e serviços está nas mãos do seu próprio agente econômico”, relata o presidente do CRC-GO, Elione Cipriano da Silva.

De acordo com o presidente da Juceg, Alexandre Caixeta, os usuários do sistema estavam com dificuldade para utilizarem a CNAE. “Então trouxemos essa palestra para esclarecimentos, para solucionarmos os possíveis equívocos e tornarmos os processos mais céleres na Junta”, explica.

A CNAE provém de um trabalho das três esferas de governo, com a coordenação da Secretaria da Receita Federal e da orientação técnica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Trata-se de um código que deve ser informado na Ficha Cadastral de Pessoa Jurídica, e devido ao crescimento do número de exigências feitas por causa da falta da indicação correta da CNAE, a palestra foi um momento oportuno para esclarecimento aos contabilistas.

O gerente de classificações do IBGE, Samuel Cruz dos Santos, foi o palestrante do evento. Ele declara que o primeiro passo para o uso correto da CNAE é compreender exatamente qual é o seu conceito. “É ir além de quais são as finalidades dessa Classificação. Certamente os profissionais têm dúvidas porque não compreendem a função do instrumento. A grande questão diz respeito a como classificar uma determinada atividade, e nesse sentido nós temos instrumentos disponíveis online, no site do IBGE, que permitem facilmente identificar essas atividades. Não é só uma tabela de códigos, ela tem uma concepção metodológica por trás”, revela.

Segundo ele, a atividade contabilista em relação ao IBGE não se resume só na codificação da atividade. Os contabilistas acabam também sendo responsáveis pelo preenchimento de pesquisas do IBGE, uma vez que as empresas encaminham para os escritórios de contabilidade.

“Então também tem outro lado, que é nós conversamos com os contabilistas sobre esse tipo de relação, no sentido de desonerar o informante em relação às pesquisas do IBGE, e proporcionar o esclarecimento sobre a Classificação de Atividades”, ressalta.

“Estamos fazendo gestões junto ao sistema dos Conselhos de Contabilidade, no sentido de melhorar o entendimento da CNAE exatamente para fazer com que tenhamos minimização dos erros de preenchimento e de retorno de contratos sociais quanto à abertura de empresas, para que o contabilista compreenda como deve alocar uma atividade num código, e o que significa essa locação, que refletem impactos tributários, fiscais, e não só impactos econômicos”, acrescenta.

De acordo com Samuel, a CNAE é um código que deve ser informado na Ficha Cadastral de Pessoa Jurídica, e devido ao crescimento do número de exigências feitas por causa da falta da indicação correta, este é o momento oportuno para o esclarecimento do assunto.


Na oportunidade, Sérgio Luiz Silva, gerente comercial da Digital sign, empresa que viabilizou a realização da palestra da CNAE, com a vinda do palestrante Samuel Cruz, fez uma rápida demonstração sobre certificação digital. “Trata-se de uma ferramenta de segurança que permite ao cidadão brasileiro realizar transações, no meio eletrônico, como assinar contratos, obter informações confidencial do governo e do setor privado”, exemplifica.

Neste sentido, a empresa a qual ele representa está com uma campanha de adesão do contador, que visa realizar uma parceria com os profissionais contábeis, que gerem ganhos à classe e aos seus clientes. No dia do evento da CNAE na sede do CRC-GO, a empresa parceira Digital Sign distribuiu gratuitamente assinaturas digitais aos participantes.

“A ideia da campanha do contador é dar para o escritório de contabilidade, e o cliente do escritório de contabilidade uma facilidade na emissão de certificado digital, seja ele em CPF, CNPJ, Pessoa Física ou Jurídica, e na compra desse produto e na adesão a essa campanha, ele tem um benefício de até 10% na compra do certificado. O escritório de contabilidade também tem um benefício aderindo a nossa campanha, que é um bônus inicial que nós damos para o escritório para incentivar que o contador compre um certificado que seja da Digital Sign. Hoje a Digital Sign é uma empresa líder europeia na área de certificação digital, onde ela começa todo o processo de capilaridade no mercado nacional para a emissão do certificado. Através dessa liderança nós queremos estender junto ao Conselho Regional de Contabilidade de Goiás esse benefício para os escritórios de contabilidade e seus profissionais”, argumenta.

O CRC-GO disponibilizará no seu site um link com as respostas das principais dúvidas referentes ao assunto, elaborada pelo gerente de classificações do IBGE, Samuel Cruz dos Santos. Enquanto que a JUCEG se comprometeu a apresentar, mediante palestra a ser realizada no CRC-GO, referentes às principais inconsistências ocorridas em Goiás, quanto a indicação da CNAE.